
15.08.2011
Rui Almeida rescindiu contrato com a Síria
Decisão será comunicada amanhã, em conferência de imprensa
Rui Almeida já não é o seleccionador olímpico da Síria. O acordo de rescisão de contrato foi assinado este fim-de-semana e será publicamente oficializado amanhã, durante uma conferência de imprensa, onde o treinador português estará acompanhado do presidente da Federação. O agravamento da situação política e social determinou este desfecho, já que a razões de segurança pessoal, junta-se a incapacidade para reunir condições mínimas de treino e de estágio da selecção.
«Não há condições para continuar e o presidente da Federação foi sensível ao meu argumento. Todos os dias a situação social piora, discutimos a situação e ambos concordámos que o melhor rescindir amigavelmente o contrato. Está feito e creio que não havia outra solução. O presidente da Federação tenciona divulgar amanhã a decisão, numa conferência de imprensa e pediu a minha comparência nesse acto público. Será o meu último acto como seleccionador olímpico da Síria», disse Rui Almeida à sua assessoria de comunicação e imagem.
O regresso definitivo do treinador a Portugal está marcado para quarta-feira, estando prevista a sua chegada a Lisboa no dia seguinte. Após a sua chegada, Rui Almeida vai começar a pensar no seu futuro, sendo a sua intenção ocupar algum do seu tempo, nas próximas semanas, a actualizar os seus conhecimentos em permanências curtas em alguns dos melhores clubes europeus.

09.08.2011
Rui Almeida termina com empate diante da Arábia Saudita
Síria sofre golo na última jogada do encontro
Terminou com um empate e uma boa exibição, o consulado de Rui Almeida como seleccionador olímpico da Síria. Desta vez, a selecção de sub-23 deste país árabe defrontou, no Qatar, a Arábia Saudita e esteve quase a vencer, já que permitiu o golo do empate na última jogada do encontro. O jogo terminou com uma igualdade a um golo, mas o domínio da selecção síria até aos 60 ' foi uma constante, altura em que Rui Almeida decidiu fazer algumas mudanças na equipa, experimentando jogadores mais jovens e menos adaptados à exigência de um jogo de selecções.
O treinador português regressou à Síria, para apresentar a sua carta de renúncia ao actual contrato, em vigor até 21 de Setembro e ao mesmo tempo informar a Federação da Síria, oficialmente, que não pretende renovar o contrato que lhe foi proposto. A intenção de Rui Almeida é abandonar definitivamente o país árabe na próxima sexta-feira, data a partir da qual vai começar a pensar no seu futuro profissional.
Para trás, fica quase um ano de trabalho metódico e organizado, em condições extremas de dificuldade, agravadas por uma situação política e social que não permitem a Rui Almeida continuar o seu projecto de tentar o apuramento para os Jogos Olímpicos de Londres. Por razões de segurança pessoal, de aconselhamento diplomático e também de total incapacidade logística para desenvolver, com eficiência, o seu trabalho, Rui Almeida abandona o cargo de seleccionador olímpico da Síria, deixando, no entanto, um rasto de competência, de qualidade e de resultados comprovados.
A partir de sexta-feira, Rui Almeida começará a pensar no seu futuro próximo, sendo que o mais provável é que o treinador português continue a sua carreira fora do nosso país.

03.08.2011
Rui Almeida anuncia saída da Síria
Em entrevista ao jornal A BOLA
É quase oficial a saída de Rui Almeida da selecção olímpica da Síria. Em entrevista ao jornal A BOLA, publicada na sua edição em papel, de hoje, o ainda seleccionador olímpico dos sírios revela que não tem condições para continuar a desenvolver, de forma eficaz, as suas actuais funções: "Não se trata de ter sentido na pele algum perigo. Estou no centro da capital e os problemas não são aqui. A questão é profissional, passa pela dificuldade em reunir condições para preparar o apuramento para os Jogos Olímpicos, contra selecções fortes (Japão, Bahrein e Malásia). Foi fantástica a qualificação para esta fase mas, agora, deixei de ter condições para trabalhar aqui. Agradeço à Federação querer renovar comigo, mas não posso ficar", atestou Rui Almeida, em declarações ao jornal A BOLA.
O ainda seleccionador olímpico da Síria explicou melhor as suas razões: "São questões de logística. A maioria dos jogadores são do Norte e é muito difícil fazê-los chegar a Damasco, porque têm de atravessar cidades que hoje são muito perigosas. Mas o pior é que a liga síria está suspensa há quatro meses. Ora se não competem nos clubes, dificilmente estão em forma para jogar na selecção. É pena", adiantou ainda, o treinador português.
Nesta entrevista ao jornal A BOLA, Rui Almeida admite que ainda não saiu da Síria e já sente saudades do país que encontrou, há cerca de um ano: "Damasco era mais seguro do que Lisboa! Andava à vontade a qualquer hora do dia ou da noite. Agora a instabilidade mudou tudo", garante. Quanto aos jovens jogadores que ainda treina, o treinador português considera-os fantásticos pelo modo como tentaram "protegê-lo": "Eles são novos e por serem viajados conhecem bem as condições dos países vizinhos. Querem muito que haja uma mudança. Mas falam pouco disso pois temem que eu fique com medo e fuja. Até brincam: 'míster, andamos a treinar a velocidade...a fugir das balas".

01.08.2011
Rui Almeida pode abandonar a selecção olímpica da Síria
Questões de segurança na base da decisão
A situação social e política que se verifica na Síria pode levar Rui Almeida a não aceitar a proposta de renovação de contrato como seleccionador olímpico do país. O treinador português chegou ontem a Damasco, após um curto período de férias em Portugal e já hoje de manhã comunicou ao presidente da Federação que a renovação de contrato não está adquirida.
Desportivamente, a atracção é grande, já que depois de conseguir o apuramento para a fase de grupos do torneio asiático dos Jogos Olímpicos de Londres 2012, Rui Almeida pretende dar continuidade ao seu projecto. O problema é que está a ser difícil reunir condições mínimas de trabalho, já que a liga síria está suspensa há quatro meses e a Federação tomou agora a decisão de não retomar a competição.
Em declarações à sua assessoria de comunicação e imagem, Rui Almeida confirma que está tremida a sua renovação de contrato: "Tenho de pensar bem, porque, neste momento, não existem condições mínimas para trabalhar a equipa e para a apresentar em competição. A situação continua a degradar-se e, nesta altura, a decisão não tem uma componente de âmbito desportivo, será mesmo do âmbito da segurança. Tenho de pensar bem, já discuti o assunto com o presidente da Federação e nos próximos dias tomarei uma decisão definitiva", disse Rui Almeida.
Para já, o treinador português vai viajar para o Qatar, no dia 5 de Agosto, para defrontar a selecção da Arábia Saudita no dia 8. Pode ser o seu último jogo como seleccionador olímpico da Síria.

11.07.2011
Decisão da FIFA prejudica selecção olímpica da Síria
Rui Almeida não pode jogar em casa o primeiro jogo da fase de apuramento para os Jogos de Londres
A situação política e social de grande instabilidade que se verifica na Síria continua a ser um enorme contratempo para Rui Almeida, seleccionador olímpico sírio, que tentará apurar a selecção local para os Jogos Olímpicos de Londres 2012. A FIFA já informou a Federação da Síria, através de um comunicado da Confederação Asiática de Futebol que o jogo da primeira jornada da fase de apuramento terá de ser disputado fora de território sírio, à semelhança do que já sucedeu no jogo em casa do playoff.
O primeiro jogo do torneio asiático de apuramento para os Jogos Olímpicos vai realizar-se a 21 de Setembro e era suposto que a Síria recebesse a sua congénere do Bahrein, mas com esta comunicação da FIFA, a realização do jogo terá de ser deslocada para um país vizinho, provavelmente a Jordânia. No mesmo comunicado, a Confederação Asiática de Futebol informou a Federação da Síria, que a FIFA determinará, no início de 2012, se estão reunidas as condições mínimas de segurança para que se realizassem em território sírio, os outros dois jogos em casa, com a Malásia e o Japão.
Esta decisão significa que a Síria pode ter de realizar todos os seis jogos da fase de apuramento para os Jogos Olímpicos, fora do país, o que é um contratempo severo para Rui Almeida, cujo maior objectivo é apurar a sua selecção para os Jogos de Londres de 2012.


































